Belmonte negoceia com a IP arranjo de estrada municipal

Em causa o troço que liga a Nacional 18, entre a Grasil e o acesso à A23 por Maçaínhas

A Câmara de Belmonte está a negociar com as Infraestruturas de Portugal (IP) o arranjo do troço da estrada municipal 571 (entre a Grasil e o acesso à A23 por Maçainhas), uma das vias mais degradadas do concelho. O anúncio foi feito esta sexta-feira, 18, na reunião pública do executivo pelo presidente da Câmara, António Luís Beites.

“É uma questão que está em cima da mesa com a IP. Já reunimos, há recetividade por parte deles, mas para ser requalificada com perfil de estrada nacional tem um investimento significativo. Estamos a tentar encontrar uma solução em termos de financiamento. Há abertura da IP”, garantiu ao NC, no final da reunião, o autarca belmontense.

Durante a reunião, o vereador do PSD, Humberto Barroso, perguntou se o transporte de materiais de grandes dimensões relativo aos parques eólicos de Penamacor já tinha chegado ao fim, uma vez que já não existia material dessa natureza na plataforma localizada à entrada do Colmeal da Torre, na estrada de Maçainhas. E que durante os últimos dois meses marcou o quotidiano das estradas municipais de Belmonte. O autarca perguntou se, caso já tivesse acabado este tipo de transporte, a autarquia ia retomar o arranjo da estrada nacional 18, entre o Ginjal e a Ponte de São Sebastião, em Caria, cujos trabalhos foram interrompidos em finais de 2025. O vereador perguntou ainda se, tal como fora anunciado, a empresa responsável pelos transportes iria assumir os custos da reparação das vias por onde passou. António Luís Beites adiantou que os componentes maiores para os parques eólicos localizados em Penamacor já passaram, faltando apenas algum material de menor dimensão, pelo que a plataforma no Colmeal irá ser desmantelada.

No que diz respeito à estrada 571 (entre Grasil e A23), anunciou estar em negociações com a IP para esta assumir o arranjo. “Não é possível realizar já uma intervenção, de repente. Iremos tapar os buracos. Aquele troço poderá ser assumido pela IP, pois foi uma estrada muito danificada pelos transportes para as obras da A23, Linha da Beira Baixa e Beira Alta. Havia acordo com a empresa responsável pelos transportes para a reparação, mas estamos a tentar ir para outro troço. A empresa assumirá a reposição do que alterou, como por exemplo, as rotundas que foram rasgadas”, disse o autarca belmontense. Que no final, aos jornalistas, não quis desvendar qual a estrada que está a ser negociada. “O troço que a empresa pode assumir está a ser negociado, não está fechado, estamos em negociações. Não posso ainda revelar”, apontou.

As obras de requalificação da ligação da Nacional 18, entre o Ginjal e a ponte de São Sebastião, em Caria, o ramal entre o cruzamento da Estação e as Inguias, e o ramal de acesso ao Colmeal da Torre, começaram ainda a er executadas no anterior mandato, no executivo liderado por António Dias Rocha, mas quando António Luís Beites, em novembro do ano passado, tomou posse, acertou com a empresa construtora a paragem dos trabalhos, devido à previsível passagem de transportes de grandes dimensões que iriam danificar o novo tapete. Recorde-se que esta obra se enquadra no empréstimo que tinha sido feito pela autarquia, na ordem dos 930 mil euros, para reabilitar diversas vias rodoviárias no concelho. Na altura, o autarca garantiu que estrada se faria, mas não num momento em que estava prevista a passagem “de toneladas” de peso na via, devido aos camiões de grandes dimensões (transportes especiais), com torres eólicas.

No anterior mandato, o executivo belmontense assegurara que as empresas que iriam usar as vias municipais, com estes camiões pesados, iriam pagar a requalificação da estrada municipal entre a Grasil e o nó da A23 em Maçainhas, após um acordo estabelecido com as mesmas.

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