Covilhã aprova plano para a cultura

Programa de desenvolvimento até 2030 aprovado por unanimidade

É “bastante injusto” e até “ingrato” com anteriores decisores políticos, e agentes culturais, dizer que a Covilhã tem agora um caminho para a cultura. É esta a opinião do presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, depois de na passada sexta-feira, 4, o executivo covilhanense, em reunião privada, ter aprovado por unanimidade o Plano Municipal de Desenvolvimento Cultural 2026/2030, que define as principais linhas de orientação da política cultural da Covilhã para os próximos quatro anos.

Segundo alguns elementos da oposição no executivo, a Covilhã passa a ter um caminho bem definido no que quer em termos culturais. “É de saudar que ele (plano) tenha chegado, mesmo com algum atraso, mas chegou. Sabemos que temos agora um caminho e temos um plano para a cultura”, declarou o vereador do Movimento Independente pelas Pessoas (MPP), Miguel Rebelo.

Já Eduardo Cavaco, vereador eleito pela coligação CDS/IL, considera o documento como fundamental e estratégico no que diz respeito às políticas culturais que vão ser implementadas. O vereador salienta que o documento identifica “os nossos pontos fortes, algumas fragilidades, mas, acima de tudo, aponta caminho para aquilo que pode e deve ser feito pela cultura da nossa cidade e do nosso concelho”.

Quanto ao vereador em substituição do PSD, Pedro Serrão, afirma que o plano mostra um trabalho que “já tem sido feito ao longo dos anos” e que tem afirmado a Covilhã no plano cultural. “É um ponto positivo que no futuro trará benefícios para a gente da Covilhã”, afirmou o eleito social-democrata, lembrando que haverá sempre aspeto do qual o seu partido discordará.

Para Hélio Fazendeiro, dizer-se que “só agora existe um caminho é profundamente injusto e ingrato com todos os decisores políticos e todos os agentes culturais que, ao longo de muitas décadas, têm vindo a trabalhar naquilo que é a promoção e a produção cultural no nosso território”. O autarca considera que o novo plano representa a continuidade de um percurso iniciado há vários anos, nomeadamente através do anterior Programa de Desenvolvimento que esteve na base do reconhecimento da Covilhã como Cidade Criativa da UNESCO, em 2021, e garante que além dos projetos já pensados até 2030, a autarquia está já a preparar com a UBI e outros agentes culturais, um plano com um horizonte temporal mais alargado, até 2040. “Queremos consolidar a Covilhã como um centro de cultura não só na região, mas em todo o Interior do País e com expressão também já do ponto de vista ibérico”, assegura o presidente da Câmara da Covilhã

Este plano de desenvolvimento irá, segundo o autarca, continuar a valorizar o património, as tradições, os saberes, mas também reforçará a produção cultural, a chegada de novos agentes e a promoção de novas áreas artísticas.

 

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