Kayzer Ballet atua no Palácio de Belém

Companhia de dança sediada na Covilhã apresenta “SOSEEATI”, de Ricardo Runa, no dia 18

A Kayzer Ballet, companhia de dança sediada na Covilhã, foi convidada pelo Presidente da República, António José Seguro, para apresentar o seu trabalho no Palácio de Belém, em Lisboa. No próximo dia 18, a companhia covilhanense apresentará “SOSEEATI”, criação de Ricardo Runa, diretor artístico e coreógrafo da Kayzer Ballet.

“O convite representa não apenas o reconhecimento do percurso artístico da Kayzer Ballet, mas também um importante sinal de valorização do trabalho desenvolvido fora dos grandes centros urbanos e culturais do País”, salienta a companhia covilhanense, em comunicado.

Sediada na Covilhã, a Kayzer Ballet tem construído, desde a sua fundação, um projeto artístico que procura demonstrar que a excelência na dança não depende da geografia. “A companhia nasceu com a missão de criar oportunidades profissionais para jovens bailarinos e de levar ao Interior do País uma programação artística de dimensão nacional e internacional, trabalhando com alguns dos mais reconhecidos criadores da dança contemporânea internacional”, assegura, classificando que esta presença no Palácio de Belém assume, por isso, um significado especial: “é o caminho do Interior até ao centro da representação institucional do País, levando consigo o trabalho, o talento e a determinação de uma companhia que escolheu a Covilhã como casa.

“SOSEEATI” é uma criação de Ricardo Runa que explora o individualismo, a identidade e a relação do indivíduo com o coletivo. A obra reflete algumas das inquietações do nosso tempo através de uma linguagem física e contemporânea.

Para Ricardo Runa, diretor artístico da Kayzer Ballet, este convite representa também uma oportunidade para reafirmar a importância da descentralização cultural: “É um enorme orgulho aceitar o convite e levar a Kayzer Ballet ao Palácio de Belém. Mas, acima de tudo, é uma oportunidade para mostrar que é possível criar e desenvolver projetos de excelência a partir do Interior. A Covilhã não é apenas o lugar onde trabalhamos, é parte da nossa identidade. Queremos que os nossos bailarinos possam construir aqui o seu percurso profissional e que o público possa ter acesso, também a partir do Interior, a dança de elevada qualidade.”

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