A petição pela criação de um Centro Oncológico de Proximidade, na Beira Interior, já foi subscrita por 9327 pessoas, 6262 online, 453 no site da Assembleia da República e 2612 presencialmente. Os números são dados a conhecer pela promotora da mesma, a deputada independente covilhanense Magna Lourenço, que salienta que nem todas as assinaturas poderão ser validadas pela Assembleia da República, “devido às exigências legais”, mas que este número mostra bem a importância do Centro Oncológico para a região.
“Mais de nove mil pessoas disseram que ter cancro não pode custar mais por se viver na Beira Interior. Essa mensagem já ninguém a pode ignorar”, assegura Magna Lourenço, promotora da petição.
No final do Outubro Rosa, o mês ficou marcado pela presença da promotora no programa Júlia, da SIC, a 14 de outubro, e pela Caminhada Silenciosa Branca, a 17 de outubro, que juntou dezenas de pessoas entre a Biblioteca Municipal e o Hospital Pêro da Covilhã.
“A recolha continua até estarem reunidas as assinaturas de todos os autarcas da região, seguindo depois a petição para a Assembleia da República”, garante a promotora. A petição online pode ainda ser subscrita em https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT132637.
Antes da reunião de 22 de outubro na Assembleia da República, motivada por uma carta aberta de várias associações de doentes oncológicos, Miriam Brice, presidente da associação Careca Power, reuniu com Magna Lourenço, autora da petição, que lhe passou toda a informação sobre a situação oncológica da Beira Interior. Foi assim que o tema chegou à reunião, pela voz da Careca Power. Segundo a associação, a Comissão de Saúde indicou que já tem conhecimento da petição, que reconhece a situação oncológica da Beira Interior como um problema e que vai reunir com os peticionários para a analisar melhor. “O facto de a Assembleia da República já conhecer a situação e reconhecer que é uma necessidade real é, para nós, uma vitória”, afirma Magna Lourenço.
Para já, a deputada na assembleia municipal da Covilhã resolveu criar o Movimento Oncológico da Beira Interior (MOBI). “Como uma petição pode demorar um ano ou mais a ser debatida, e para que o tema não fique na gaveta”, Magna Lourenço criou o MOBI, que dará origem a uma associação regional. “Cada mês será dedicado a um tipo de cancro e à sua cor, com uma atividade junto da comunidade e presença nas festas e eventos da região. O MOBI é aberto a todos, doentes oncológicos ou não. No site é possível conhecer o projeto e inscrever-se como voluntário ou para a equipa de coordenação”, explica.
Os interessados podem consultar o site https://movimentoncologicobeirainterior.com, ou, no Facebook e Instagram, acederem às páginas @tercancronointerior .