Recriação do cerco em versão “mais contida”

Evento decorre este fim-de-semana e contará com figurantes nacionais e espanhóis. Face à pandemia, iniciativa não terá dimensão de outros anos, mas autarca local frisa que o objectivo é “manter vivo” o evento anual
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Cem figurantes nacionais e espanhóis participam, no próximo fim-de-semana, na 17.ª recriação histórica do cerco de Almeida, ocorrido em 1810 durante a terceira Invasão Francesa.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Almeida, António José Machado, as actividades comemorativas do cerco de Almeida ainda ocorrem este ano condicionadas pela pandemia. O autarca lembra que no ano passado a efeméride foi assinalada com “cerimónias mais protocolares” e, este ano, devido às limitações existentes, as mesmas serão realizadas sem a dimensão habitual, que costumava contar com a presença de cerca de meio milhar de recriadores do país e do estrangeiro. “Este ano vamos limitar-nos a fazer as simulações de como eram os acampamentos, os mercados, os renderes da guarda e as cerimónias protocolares, com menos recriadores, com representação dos vários grupos e com a parceria da Associação Napoleónica Portuguesa”, adianta.

O município de Almeida, situado junto da fronteira com Espanha, quer deixar “um pequeno sabor de boca aos visitantes que decidirem” visitar a fortaleza de Almeida de sexta-feira a domingo. O autarca adianta que marcará presença na iniciativa “uma representação pequena de cada um dos grupos [de recriadores] que estão em Portugal e em Espanha”, com perto de uma centena de elementos. O objectivo é “manter vivo” o evento anual, refere António José Machado, desejando que no próximo ano já seja possível fazê-lo “com a dimensão a que as pessoas estão habituadas”. “Este ano, [a comemoração] é um pouco mais contida, devido às condições que ainda temos que ir cumprindo”, remata.

O programa inclui, na tarde de sexta-feira, o retomar do seminário internacional (que não foi realizado em 2020) sobre “Arquitectura Abaluartada e Património UNESCO”, uma vez que Almeida integra a candidatura a património da humanidade, no âmbito da candidatura das Fortalezas Abaluartadas da Raia, que também envolve Marvão e Valência. No mesmo dia será lançado o livro “Almeida – Estrela Singular das Fortificações Abaluartadas da Raia” (18:45) e haverá um Sarau Cultural e Baile Oitocentista (22:00).

No sábado, haverá subidas em balão de ar quente, cerimónias protocolares e de evocação do cerco de Almeida, um mercado oitocentista, actividades históricas militares (rondas de sentinelas, guarda às portas e render da guarda, recriação de actividades em acampamento militar, quartel das esquadras e hospital, exercícios de artilharia, etc.), homenagem a quatro almeidenses que pertenceram ao Regimento 23, entre outras acções.

No último dia, domingo, destacam-se as cerimónias de hastear e de arrear das bandeiras e a realização de um percurso histórico militar, estando o encerramento da evocação de 2021 do cerco de Almeida previsto para as 19 horas. Durante o fim de semana também haverá várias actividades em permanência como uma exposição de Playmobil (“O cerco de 1810”) e outra sobre fortificações militares, oficinas, a visualização de um filme, contos e um jogo gigante sobre a temática das invasões francesas.

A 17.ª recriação histórica do cerco de Almeida evoca o acontecimento que levou à capitulação daquela praça-forte, construída nos séculos XVII e XVIII, a 28 de Agosto de 1810. A organização garante que as actividades programadas irão decorrer de acordo com as normas da Direção-Geral da Saúde relativas à pandemia de covid-19.