Vem aí o Portas do Sol

Festival decorre entre quinta-feira e sábado no Centro Histórico da Covilhã

Arranca amanhã, quinta-feira, 2, a sétima edição do Festival Portas do Sol, no Centro Histórico da Covilhã, que tem organização da ASTA- Teatro e Outras Artes, companhia sediada na Cidade Neve. Segundo a organização, o grande objetivo é devolver a rua às pessoas com arte.

Assim, amanhã, quinta-feira, 2, às 10:30, decorre um laboratório para pequenos designers, dedicado à infância, na Galeria António Lopes, iniciativa que se repete no dia seguinte, até às 14:30. Depois, às 17 horas, há uma visita à Rota Portas do Sol, uma exposição, e às 18, um debate sobre arte e espaço público, no largo Dr. Valério de Morais. No final de tarde, um concerto de piano e o sunset no Miradouro são introdução a uma noite que conta com dança aérea, circo e música.

Na sexta-feira, 3, repete-se a visita pelo Centro Histórico, há um café filosófico, e espetáculos de música, circo e dança, com destaque para a dança aérea na parede da Igreja de Santa Maria, às 22:30. No sábado, 4, além da música e dança, há performances sonoras e a apresentação de um livro do escritor covilhanense João Morgado.

O Portas do Sol preconiza ainda atividades paralelas como exposições, instalações, uma feira de oferta de livros ou uma feira de artigos em segunda mão.

O evento conta com 44 atividades, de diversas artes, desde a música, literatura, dança, dança aérea, circo, exposições e debates, todas gratuitas, tornando-o no “festival mais democrático possível”, do qual todos podem usufruir, salienta Rui Pires, da ASTA, que lembra as dificuldades em realizar um evento em espaço exterior, pois “mexe muito com o dia a dia das pessoas, o trânsito, o estacionamento”. O que se quer é “trazer para a Covilhã ruas onde não haja trânsito. Defendemos ruas pedonais, tirando os carros do Centro Histórico, devolvendo-o à população”, garante. Sérgio Novo, da ASTA, garante que quem lá mora “não só aceita bem, como anseia que o festival decorra. As próprias pessoas ajudam-nos, na decoração de ruas, por exemplo, e guardam-nos as coisas, pois somos poucos a organizar.”

Rui Pires afirma que, além dos espetáculos que já são quase habituais no festival, como o circo acrobático ou a dança aérea na parede da Igreja de Santa Maria, que atrai sempre muito público, se pretende sempre trazer algo novo ao certame. “Por isso propusemos desafios às entidades locais. Tentar que, por exemplo, uma pessoa possa experimentar atividades circenses. Por isso, este ano, temos um acordo com a Associação Estrela 3 Pontas, que se dedica à ginástica acrobática, que irá trabalhar num workshop que irá resultar num dos espetáculos do festival”, garante. Uma outra novidade este ano é uma colaboração com o Museu da Covilhã e Arquivo Municipal, que irão mostrar, em duas atividades, o seu trabalho diário. Haverá também, no campo da música, colaboração com artistas locais. “Gostamos de desenvolver projetos com a comunidade”, salienta Rui Pires.

Este ano, o flyer do evento conta com um mapa do Centro Histórico, pois segundo o responsável, havia espetadores que não passavam do Pelourinho, por não conhecerem as ruas por detrás do edifício da Câmara. “É uma espécie de mapa das artes, pois há pessoas que não sabem onde são os espaços dos espetáculos”, salienta, lembrando que o certame passa por locais como a rua Portas do Sol, Miradouro da mesma rua, rua 6 de Setembro, largo da Igreja de Santa Maria, Largo Dr. Valério de Morais ou início da rua Alexandre Herculano. Por tudo isto, a partir de amanhã há diversos condicionamentos e cortes de trânsito no Centro Histórico da cidade.

Avaliado em 85 mil euros de orçamento, o Festival Portas do Sol terá atraído, segundo a organização, no ano passado, cerca de 10 mil pessoas pelas ruas do Centro Histórico. “Queremos que seja um festival de cor”, afirma Sérgio Novo, que realça a realização, pela primeira vez, de um sunset no Miradouro Portas do Sol, mantendo-se, como no ano passado, a comida de rua.

 

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