Belmonte não desiste de nova área empresarial

Projeto, para junto ao nó da A23 em Maçainhas, vai ser reformulado

A Câmara de Belmonte não desistiu da ideia de criar uma nova área de acolhimento empresarial no concelho, em concreto, o projeto que já existia para junto ao nó da A23 em Maçainhas. Quem o garante é o autarca local, António Luís Beites, que adianta que o projeto está a ser reformulado, pois a oferta de terrenos industriais é uma necessidade. “Não é para desistir. Temos já uma candidatura aprovada no Centro 2030, e estamos a rever o projeto. Já procedemos à limpeza do terreno, fizemos prospeção do subsolo para perceber a sua tipologia, e com base nisso estamos a fazer a revisão do projeto que existia. Está demasiado alavancado no seu preço base, que claramente pode ser reduzido. É o que estamos a fazer, com a pretensão de avançar com o investimento, através dos fundos o Portugal 2030”, garante o presidente da Câmara de Belmonte.

O autarca salienta que não existe no concelho oferta de terrenos para cativar novos investimentos, pois o atual parque industrial, onde a autarquia já fez reversão de terrenos que não foram ocupados, não tem lotes disponíveis. “É necessário. Não temos hoje um único lote disponível no parque empresarial. Temos dois que entraram agora num processo de reversão. Mas é insuficiente. Se queremos atrair investimento, temos que ter a capacidade de ter oferta quando somos questionados. Que não temos”, lamenta António Luís Beites.

Anunciada em 2022 pelo anterior executivo, a nova área empresarial de Maçainhas previa a criação de 20 novos lotes empresariais, estando ainda previstos três novos lotes para equipamentos de utilização colectiva, explicava a autarquia, em comunicado. A sua execução previa um investimento elegível de 2.305.810,41 euros com uma comparticipação do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) de 1.959.938,85 euros. Porém, o investimento nunca chegou a avançar.

Entretanto, o executivo aprovou por unanimidade, na reunião pública da passada sexta-feira, 18, a ampliação do lote 11 do parque empresarial, que reverteu em junho de 2025 para a Câmara, depois do empresário que o detinha não ter feito obra. Agora, o mesmo ficará na posse da empresa de Manteigas Starmodular, já proprietária de um lote contíguo, e que pretende avançar coim um investimento na ordem dos três milhões de euros, que permitirá criar entre 5 a 8 postos de trabalho.

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