O regresso dos “Cassete Pirata” à Covilhã é um dos destaques da programação de novembro do Teatro Municipal da Covilhã (TMC), que arranca no dia 5. O grupo (constituído por João “Pir” Firmino na voz e guitarra, Margarida Campelo e Joana Espadinha nos teclados e voz, António Quintino no baixo e João Pinheiro, na bateria) atua dia 14, às 21:30, trazendo à cidade os sons do “indie rock à portuguesa”. Com uma década de carreira marcada por canções de forte ligação emocional e uma relação direta com o público, os “Cassete Pirata”, nos últimos anos, acumularam mais de cem concertos, esgotando várias datas em Lisboa e no Porto, marcaram presença nas Queimas das Fitas de Coimbra e Braga e subiram ao palco do Festival Bons Sons e do Festival Paredes de Coura. Este concerto no TMC, onde o novo e o velho repertório vão conviver em harmonia, acontece no momento em que a banda celebra 10 anos de uma carreira de sucesso.
No próximo mês, o TMC apresenta um conjunto diversificado de espetáculos de diferentes disciplinas artísticas, desde a música, cinema e teatro. A sala recebe nos dias 05, 06 e 07 (quinta-feira, sexta-feira e sábado), às 21h30, a estreia da nova criação da ASTA Teatro, “Espuma do Tempo”. Partindo da vida e obra de Adriano Moreira, “Espuma do Tempo” é uma viagem sensorial e poética pelas memórias de um homem que interroga: “Poderá um homem atravessar um século de vida e terminar com as mãos cheias de nada?”
No dia 12, o TMC recebe o espetáculo “Rei Lear”, pela Companhia do Chapitô, integrado no Festival de Teatro da Covilhã 2026, organizado pelo Teatro das Beiras. A partir da obra William Shakespeare, Rei Lear decide dividir o seu reino entre as suas filhas, porém, desafia-as a provar primeiro o seu amor. Nesta versão minimalista de Rei Lear, três intérpretes dão corpo a todas as personagens, movendo-se numa ação incessante de liberdade.
A 15 de novembro (domingo), às 16h, o Síntese Grupo de Música Contemporânea volta ao TMC para o concerto “A Urgência da Paz”, com novas obras dos compositores portugueses Carlos Marecos, João Pedro Oliveira, Ângela da Ponte e António Sousa Dias. Este concerto insere-se na 20ª edição do Festival Síntese, que marca os 20 anos deste evento que nasceu no interior do país, na região das beiras, e já chegou a inúmeros países da Europa, América do Sul e Ásia. O concerto integra o VERTIGO – Territórios Sonoros Expandidos, ciclo de programação do TMC dedicado à experimentação e à escuta contemporânea.
No dia 21 (sábado), a sala apresenta a estreia absoluta em palco de Incomplete Open Unit, formação que reúne Ricardo Jacinto, Angelica Salvi, Ece Canli, João Silva e Pedro Oliveira numa exploração focada nas relações entre violoncelo, harpa, voz, trompete, percussão e eletrónica. No dia seguinte, 22, (domingo), às 16h, o TMC recebe o concerto comemorativo dos 100 anos do Orfeão da Covilhã, um momento de celebração desta entidade histórica e de elevado relevo no panorama associativo, educativo e cultural da cidade e da região.
No dia 26 (quinta-feira), às 21h30, no foyer do balcão do TMC acontece o concerto de Clothilde, uma das compositoras portuguesas de música eletrónica mais singulares da cena experimental portuguesa.
A 27 de novembro (sexta-feira), às 21h30, sobe ao palco o espetáculo “Esquecimento Global”, uma criação inédita que resulta da colaboração entre o encenador, dramaturgo e ator José Nunes, e o músico e compositor Luca Argel, num espetáculo que cruza teatro e música. “Inspirado nos universos da Ópera do Malandro, de Chico Buarque, e da Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht, Esquecimento Global parte do nosso presente para construir uma história feita de personagens, discursos e situações que nos são demasiado familiares. Entre humor e desencanto, Esquecimento Global explora o confronto entre diferentes formas de olhar para o mundo e os mecanismos através dos quais se constroem narrativas capazes de justificar o injustificável”. explica o TMC, que coproduz o espetáculo.

A fechar o mês, no dia 28 (sábado), às 21h30, o regresso de Valter Lobo à Covilhã e pela primeira vez a pisar o palco do TMC. Para celebrar os 10 anos do seu disco de estreia, Valter Lobo apresenta-se acompanhado por mais 6 músicos para revisitar as canções de “Mediterrâneo”.
Ainda no mês de novembro, o cinema acontece no dia 10 (terça-feira), às 21h30, com a exibição do filme “Colheita” (2024), de Athina Rachel Tsangari. No dia 24 (terça-feira), às 21h30, integrado no 22º Festival de Cinema da UBI, é apresentado o filme “Terra Vil” (2026), numa sessão que contará com a presença do realizador Luís Campos.
Até ao dia 21 de novembro, de terça a sábado entre as 14h30 e as 19h, continua patente no foyer do balcão do TMC~ a exposição “Caudal Sólido”, do coletivo Guarda Rios.
Nos concertos Pop-up de novembro, o TMC em parceria com o BEYRA – Laboratório Artístico promove dois concertos “Aqui à BEYRA”: a 7 de novembro (18h00), Ana González no oboé e António Figueiredo no piano apresentam-se no auditório da Banda da Covilhã; no dia 21, (18h00), o KODU Percussion Group dará um concerto num local especial, a revelar em breve.
Novembro é também o mês em que o TMC regressa às visitas guiadas. A 4 de novembro, às 18h00, Ana Jezabel conduz uma visita guiada que dará uma nova perspetiva sobre a história e os bastidores deste emblemático edifício.
No que diz respeito às oficinas e mediações no território, o TMC promove no dia 25, às 18h00, uma oficina do espetador a partir do espetáculo “Esquecimento Global”, de José Nunes e Luca Argel. No dia 28, às 15h00, realiza-se uma nova oficina “Porque Hoje é Sábado!”, intitulada “Da escrita de canções à construção e gestão de uma carreira artística”, conduzida pelo músico Valter Lobo.
Os bilhetes estão disponíveis na bilheteira do TMC, Ticketline e Worten a partir de amanhã, dia 20 de outubro, às 14h30.