A Câmara da Covilhã atribui, na próxima terça-feira, 20, Dia da Cidade, a Chave da Cidade (Medalha de mérito municipal- grau ouro) ao ator Ruy de Carvalho, de 99 anos, que se estreou pela primeira vez num palco, na Covilhã, aos dez anos.
“Não nasceu cá, mas foi aqui que começou, aos dez anos, a sua carreira. Aos 99 anos, é o ator mais velho ainda no ativo, em palco” justificou o presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, anunciando que a medalha será entregue a Ruy de Carvalho no decorrer do espetáculo que o ator protagoniza, no Dia da Cidade, 20 de outubro, às 21:30, no palco do Teatro Municipal, intitulado “Ruy, A História Devida”, que conta também com interpretação de Luís Pacheco.

As tradicionais distinções, a serem entregues dia 20, à tarde (15:30) nos Paços do Concelho, foram aprovadas por unanimidade pelo executivo, esta sexta-feira, 16, na reunião pública do mesmo, e contemplam 12 personalidades e empresas do concelho, integradas nas comemorações dos 156 anos de elevação da Covilhã a cidade, e 840 anos de história.
Além de Ruy de Carvalho serão agraciadas com a medalha de mérito municipal a empresa “A Penteadora”, localizada em Unhais da Serra. Uma fábrica de tecelagem, criada em 1930, “que se tem diferenciado no setor têxtil, se tem atualizado e que emprega centenas de pessoas”, justifica Hélio Fazendeiro.
Ascenção Simões, professora, com uma vida ligada ao ensino, ex-diretora da Escola Secundária Campos Melo e antiga reitora e fundadora da Universidade Sénior da Covilhã, é outra das individualidades a ser homenageada.
Também a Comissão de Pais do Colégio das Freiras será distinguida, pelo papel “determinante” que teve no desenvolvimento deste projeto educativo e pela “participação cívica e envolvimento na causa do Colégio das Freiras e do Bolinha de Neve”, salienta o líder do executivo, que diz ser esta também uma forma de reconhecer o trabalho de todos os voluntários e privados que se associaram à causa.
O município vai também homenagear os cinco bombeiros que sofreram um acidente nos incêndios de agosto de 2025 (Gonçalo Gomes, Júlio Semedo, Paulo Abreu e Tiago Ramos), sendo homenageado Daniel Agrelo, a título póstumo, depois de ter perdido a vida no acidente. Uma forma de “homenagear quem serve para a causa do voluntariado, os bombeiros, a proteção civil e todos aqueles que diariamente colocam a vida em risco e continuam a trabalhar para a segurança do concelho”, afirma o presidente da Câmara da Covilhã
O médico Francisco Elias, que recentemente se aposentou, e que que teve uma vida ligada ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e à causa pública, tendo “feito nascer metade dos covilhanenses”, disse Hélio Fazendeiro, é outro dos distinguidos.
Luzia Mendes (uma histórica operária têxtil) e José Mendes (alfaiate muito conhecido na Covilhã), ambos já aposentados, mas que ao longo da vida trabalharam para a cidade, são também agraciados, num gesto que visa também “todos os trabalhadores dos têxteis, lanifícios e moda”, justifica o autarca covilhanense.
A título póstumo é também homenageado Sérgio Saraiva, professor, que faleceu no verão passado, mas teve um trabalho impactante na vida social, associativa e política da Covilhã, colaborando com diversas associações, como o Sporting da Covilhã ou o NC, de quem foi cronista durante muitos anos.