Covilhã distingue exemplos de “inspiração”

Homenageados do 20 de outubro

Foram ontem à tarde entregues as distinções da Câmara da Covilhã a 12 personalidades e empresas do concelho, no âmbito dos 840 anos de história do concelho e 156 anos de elevação da Covilhã a Cidade.

Hélio Fazendeiro, presidente da autarquia, enalteceu o percurso de cada um deles, classificando-os de “exemplos” que podem inspirar as novas gerações, e o seu próprio trabalho como autarca.

Angelina Pinto, diretora financeira da fábrica de tecelagem “A Penteadora”, em Unhais da Serra, criada em 1930, acabou por chamar ao palco o trabalhador José Duarte, que labora na fábrica há 55 anos, é chefe de serralharia, personalizando nele todos os trabalhadores que estão ou já estiveram na empresa.

Pela Comissão de Pais do Bolinha de Neve, Carla Gaspar, representante da mesma, lembrou a importância da Comissão no trabalho “cívico, apartidário, mas nunca apolítico” feito para a reabertura da creche.

Ascensão Simões, professora com uma vida ligada ao ensino, diretora da Escola Secundária Campos Melo durante muitos anos, reitora e fundadora da Universidade Sénior da Covilhã (2003-2018), emocionada, recebeu a distinção aos 97 anos, mas dizendo não ser merecedora da mesma.

O município homenageou também os cinco bombeiros, que sofreram um acidente nos incêndios de 17 agosto de 2025 (Gonçalo Gomes, Júlio Semedo, Paulo Abreu e Tiago Ramos), sendo homenageado Daniel Agrelo, a título póstumo, depois de ter perdido a vida no acidente. A viúva Sandra Correia e o filho Eduardo receberam a distinção, com Sandra a lembrar o “vazio” que a partida do marido deixou, mas o “enorme orgulho” no bombeiro e homem que foi.

Francisco Elias, médico do SNS, que se aposentou recentemente e foi responsável pelo nascimento de muitos covilhanenses, foi outro dos homenageados, e destacou todas “as mulheres e mães da cidade e da região”.

Luzia Mendes (ex-operária têxtil) e José Mendes (ex- alfaiate da Covilhã), ambos já aposentados, mas que ao longo da vida trabalharam para a cidade/concelho receberam também a homenagem pelo seu trabalho na área têxtil.

O último homenageado, a título póstumo, foi o professor Sérgio Saraiva, que faleceu neste verão, aos 81 anos, mas teve um trabalho impactante na vida social, associativa e política da Covilhã.  Face à impossibilidade da família em estar presente, a Câmara irá entregar, noutra ocasião o galardão.

À noite, no TMC, foi a vez do ator Ruy de Carvalho, que se estreou na Covilhã aos 10 anos, receber a chave da cidade, depois de apresentar o espetáculo “Ruy, A História Devida”. O ator, declarando amar a Covilhã, disse que já se considerava um guardião da cidade, pelo que não necessitava de chave. “Mas se tiver a chave, é mais bonito”, afirmou.

 

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