Mega-protesto em Lisboa contra projetos solares de grande escala

Manifestação agendada para dia 21

A Plataforma de Defesa do PNTI, Movimento Cívico da Gardunha Sul, Cidadãos pela Beira Baixa, Cova da Beira Converge/PRIP e Quercus Castelo Branco, entre outros movimentos, estão a organizar um mega-protesto, em Lisboa, no próximo dia 21 de novembro, pelas 14:30, contra a instalação de megacentrais solares no País e, na Beira Baixa, em concreto, contra o projeto Sophia. A concentração será no Parque Eduardo VII, junto ao Marquês de Pombal.

“A lentidão da justiça e a erosão das entidades que escrutinam os projectos e vigiam a legalidade da sua implementação e funcionamento (APA, ICNF…) está a desmantelar o Estado de Direito. As populações são excluídas das decisões e os projectos, aprovados sem transparência, acabam por lhes ser impostos; falta ordenamento estratégico que compatibilize as actividades económicas com a preservação dos bens naturais, agrícolas, culturais e socioeconómicos. Por isso é necessário continuar a exigir o cumprimento cabal da lei no respeito pelos direitos dos cidadãos e na protecção dos bens naturais” salienta a organização. Que constatando que esta situação se repete em todo o país decidiu fazer um apelo nacional a movimentos/organizações e cidadãos activos para estruturar um mega-protesto “capaz de canalizar a energia de contestação e de mudança que se está a intensificar.”

A iniciativa surgiu de uma proposta do grupo informal “Manifestações” criado em 2025 para organizar os protestos contra as mega-centrais fotovoltaicas Beira e Sophia que foram massivamente rejeitadas pelo povo e pelos autarcas. “A Lightsouce BP já desistiu da Beira mas continua a insistir na Sophia cuja segunda consulta publica, terminada no dia 21, obteve mais de 8 151 participações”, conta a organização. Que apela à participação num protesto de grande escala. “É uma iniciativa cidadã, auto-financiada, informal, apartidária e pacífica, criada para identificar problemas e apresentar propostas que garantam “Transparência e Respeito pela Voz das Populações e dos Territórios”, exigindo o reforço do Estado de Direito e o cumprimento da legislação”, afirma.

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