Já mais de três mil defendem Centro Oncológico na Beira Interior

Objetivo da petição é chegar às 7500 assinaturas para que o assunto chegue à Assembleia da República

A petição lançada pela deputada municipal independente na Assembleia Municipal da Covilhã, Magna Lourenço, para criação de um Centro Oncológico na Beira Interior, conta já com mais de três mil das 7500 assinaturas necessárias para poder ser discutida e votada na Assembleia da República.

Das 3487 assinaturas já recolhidas, 2.950 foram numa plataforma de petições online, 287 diretamente no site da Assembleia da República, e 250 recolhidas presencialmente. “Este número já chega para dar à petição mais força na Assembleia da República: as mil assinaturas que obrigam à publicação no Diário da Assembleia da República e a uma audiência aos peticionários, e as 2500 que obrigam a debate na comissão parlamentar competente, já foram ultrapassadas. O novo objetivo são as 7500 assinaturas, o número que, por lei, obriga a que a petição seja debatida em Plenário da Assembleia da República”, salienta a promotora, que o faz a título individual.

Magna Lourenço afirma que o próximo Festival da Cherovia, que decorre entre quinta-feira e domingo, no Centro Histórico da Covilhã, será um dos sítios onde se pretende recolher mais gente que adira à petição. “Vamos ter um stand próprio no Festival e vamos também estar no Mercado Municipal da Covilhã em dois sábados, um em setembro e outro em outubro, com as devidas autorizações da Banda da Covilhã, entidade organizadora do festival, e da Câmara Municipal da Covilhã”, garante.

A deputada covilhanense desafia os autarcas da Beira Interior a representarem esta petição na Assembleia da República, assim que se chegue às 7500 assinaturas. “Este é um projeto de todos, que une a Beira Interior. Mesmo conseguindo isto, sei que criar um Centro Oncológico é um projeto de anos. E há, neste momento, doentes oncológicos da Beira Interior a passar por dificuldades que não existiriam se a região já tivesse essa resposta. Por isso, enquanto o Centro Oncológico não é uma realidade, precisamos de uma resposta imediata. Essa resposta é o Gabinete de Apoio ao Doente Oncológico da Beira Interior, o GADOBI, um projeto que já apresentei. Não vem substituir o que já existe na região, vem preencher aquilo que falta: a distância a que hoje vivem os doentes de qualquer tratamento oncológico. É a este Gabinete que devem passar a ser sinalizados e acompanhados os casos de doentes oncológicos que precisem de apoio, seja por médicos, familiares, ou pelos próprios doentes”, explica.

Segundo Magna Lourenço, este gabinete poderia ficar alocado à ULS Cova da Beira ou a outro município da região, mas “responderia a todos os doentes oncológicos da Beira Interior, sem exceção. É um modelo inspirado na figura do “navegador” do doente, já usada com sucesso noutros países, e seria uma resposta pioneira em Portugal.”

A deputada garante que esta ideia “não diminui, de forma nenhuma, o trabalho brilhante que a Liga Portuguesa Contra o Cancro tem feito junto dos doentes da região. Mas a Liga é uma associação, e não deve ter de fazer aquilo que é responsabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e dos municípios: garantir que o código postal de cada pessoa não pese no acesso aos cuidados de saúde”, salienta.

 

 

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